Polícia investiga entrada exclusiva para
botijão em lanchonete no Rio
Imagens do circuito interno serão usadas para comprovar denúncia.
Dono do Filé Carioca é esperado para depoimento neste sábado (15).

A polícia investiga se a lanchonete onde houve a explosão na quinta-feira (13), no Centro do Rio, tinha uma passagem exclusiva para a entrada de botijões e cilindros de gás. Três pessoas morreram no acidente e 17 ficaram feridas.
Investigadores pretendem analisar as imagens do circuito interno do restaurante para comprovar a denúncia. O delegado responsável pelo caso, Antônio Bonfim, da 5ª DP (mem de Sá), disse ainda que dois dias antes da explosão uma empresa foi contratada para fazer manutenção no sistema de abastecimento de gás no local. Os responsáveis por esta empresa também devem ser convocados para dar esclarecimentos.
Quatro vítimas permanecem internadas, sendo três em estado grave.
Investigadores pretendem analisar as imagens do circuito interno do restaurante para comprovar a denúncia. O delegado responsável pelo caso, Antônio Bonfim, da 5ª DP (mem de Sá), disse ainda que dois dias antes da explosão uma empresa foi contratada para fazer manutenção no sistema de abastecimento de gás no local. Os responsáveis por esta empresa também devem ser convocados para dar esclarecimentos.
Quatro vítimas permanecem internadas, sendo três em estado grave.
O dono da lanchonete, Carlos Rogério do Amaral, é esperado neste sábado (15) na delegacia para prestar depoimento. O advogado dele, Bruno Castro, voltou a alegar que ele ainda não está em condições de ser ouvido. No entanto, a expectativa da polícia é de que vá à delegacia neste sábado.
As máquinas ainda trabalham no local da explosão. Neste sábado (15), o esforço é para tirar a água que vazou de uma tubulação e inundou o subsolo. Além das máquinas, o trabalho também é manual. Equipes se concentram na parte de trás da lanchonete, onde, segundo funcionários, havia um prédio de três andares, que também veio ao chão. Local onde poderiam estar os cilindros de gás que abasteciam o estabelecimento.
As máquinas ainda trabalham no local da explosão. Neste sábado (15), o esforço é para tirar a água que vazou de uma tubulação e inundou o subsolo. Além das máquinas, o trabalho também é manual. Equipes se concentram na parte de trás da lanchonete, onde, segundo funcionários, havia um prédio de três andares, que também veio ao chão. Local onde poderiam estar os cilindros de gás que abasteciam o estabelecimento.
A polícia já ouviu 15 pessoas. Entre elas o síndico do prédio, que disse que o dono do restaurante sabia da proibição do uso de gás no edifício. O advogado admitiu que havia cilindros de gás no local. “Obviamente convenhamos, que nenhum restaurante cozinha sem gás. E a prefeitura sabia que aquilo era um restaurante, porque o alvará informa”, disse.
O prefeito do Rio quer apurar se houve alguma irregularidade na concessão dos alvarás.
Escombros
O engenheiro Fábio Bruno Pinto, da empresa contratada pela prefeitura do Rio para fazer a remoção do entulho do prédio informou na sexta-feira (14) que já tinha sido retiradas 160 toneladas. Neste segundo dia de trabalho, ele informou que não houve a necessidade de fazer um trabalho de contenção, já que os pilares do prédio estão intactos.
Escombros
O engenheiro Fábio Bruno Pinto, da empresa contratada pela prefeitura do Rio para fazer a remoção do entulho do prédio informou na sexta-feira (14) que já tinha sido retiradas 160 toneladas. Neste segundo dia de trabalho, ele informou que não houve a necessidade de fazer um trabalho de contenção, já que os pilares do prédio estão intactos.
Ele informou ainda que trabalho de remoção será interrompido durante a noite, para evitar que os operários corram risco. O engenheiro não soube calcular ainda o volume total de entulho que será retirado do prédio, já que além de concreto há restos de mobiliários dos escritórios, como mesas e cadeiras. Ele acredita que em 30 dias, toda a remoção será concluída.
Enterro de três vítimas
Sob clima de muita emoção e revolta, as três vítimas da explosão foram enterradas na tarde desta sexta-feira (14).
Sob clima de muita emoção e revolta, as três vítimas da explosão foram enterradas na tarde desta sexta-feira (14).
Parentes e amigos próximos participaram do enterro do chefe de cozinha Severino Antônio Tavares, de 45 anos, no Cemitério do Murundu, em Realengo, na Zona Oeste. Ele foi considerado um herói pela família.
Funcionários do restaurante contaram que ao sentir forte cheiro de gás, ele impediu que outros funcionários entrassem na loja, chegou a sair, mas voltou à loja para tentar conter o vazamento.
O corpo de Josimar dos Santos Barros, de 22 anos, sushiman da lanchonete, foi enterrado no Cemitério de Jacarepaguá, no Pechinha, na Zona Oeste. Aos gritos de "Justiça!", parentes e amigos deixaram o cemitério. Flores brancas e camisas do Flamengo, time de Josimar, foram colocadas sobre o caixão. Os amigos do jovem vestiam camisetas com a foto de Josimar e a frase "Valeu a pena". No verso da roupa estava estampado a letra da música "Pescador de ilusões", do grupo O Rappa.
No início da tarde, o sepultamento do jovem Matheus Macedo, de 19 anos, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, transcorreu em clima de muita revolta e foi acompanhado por cerca de 200 pessoas, segundo funcionários do cemitério.
Ele trabalhava em um posto bancário dentro do quartel central dos bombeiros, informaram parentes. Em um discurso emocionado, chorando muito, o pai de Matheus, Carlos Henrique Macedo de Andrade exclamou: "Rio Antigo, todo mundo fala do Rio Antigo. Mas o Rio Antigo está caindo aos pedaços. Só se fala em Copa do Mundo. Agora está aí, mais uma vítima do descaso das autoridades".

Câmera registra explosãoUma câmera de monitoramento da Prefeitura do Rio registrou o exato momento da explosão. Nas imagens é possível ver algumas pessoas paradas do lado de fora do prédio e um pedestre, que passa em frente ao local, no momento em que ocorre a explosão






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